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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nossos heróis.Heróis? Parte 1

O termo herói surgiu na Babilônia, mais precisamente na famosa cidade de Sodoma, mais na Palestina do que na Mesopotâmia propriamente dita. A lenda é breve.


Um homem, chamado Roi-Baal ("Maldição de Baal" em idioma cuneiforme) vivia em paz e harmonia com seus irmãos e inimigos em Sodoma. Frequentemente ia até a cidade murada de Gomorra para se divertir com seus amigos, torturar hititas e fenícios, e entre outras coisas comer javalis assados e prostitutas. Certo dia, no Dia 213 do Reinado de Nabucodonosor, Roi-Baal estava em Gomorra quando irrompeu tremenda tempestade sobre a terra, aparentemente tão terrível quanto à que assomou Gilgamesh .


Roi-Baal salvou a cidade de Gomorra inteira de uma inundação iminente quando teve a magnífica ideia de fechar os portões e vedar as frestas de madeira com palha, trigo, cevada e centeio. Todo exército e organizações criminosas de Gomorra cooperaram na empreitada e a ideia surtiu efeito quase imediato. No dia seguinte os cidadãos perceberam a magnífica atitude heróica de Roi-Baal. A cidade permaneceu quase seca, e por fora de suas muralhas, uma imensa lagoa se formou.



As colheitas foram perdidas, e o estoque de comida da cidade foi todo gasto ao se vedar as frestas. Mesmo um terço da cidade sitiada tendo morrido de fome, Roi-Baal foi aclamado redentor de Gomorra. A cidade permanecia seca, porém como as águas não baixavam e já haviam se passado vinte dias de enchente, os gomorritas tiveram a brilhante ideia de sacrificar seu herói aos deuses, pois sacrifícios humanos consistiam em uma prática muito comum na Antiguidade pelo Paganismo, e foram adotadas pelo Santo Ofício Inquisidor na Idade Média pelo Catolicismo. Aplacando a fúria de Dagom, Shiva e Morpheus com o sacrifício humano, as águas baixaram no dia seguinte, o vigésimo primeiro, e os gomorritas voltaram à suas vidas agradáveis e pacatas, plantando e colhendo cereais, produzindo vinho, assaltando os forasteiros e torturando seus vizinhos.



Quando os oficiais do comando central da cidade de Babilônia chegaram à cidade com o intento de pilhar o que tivesse restado dos estragos da inundação e assassinar os gomorritas sobreviventes, encontraram quase todos sãos e salvos (exceto um terço da cidade que falecera de fome como consequência do fato já explicado) levando suas vidas em paz (não exatamente em paz) de forma mais natural possível. Ao questionarem para os cidadãos o que ocorrera, lhes explicaram tudo. Os oficiais militares pediram a um escriba cuneiforme que registrasse tudo conforme os gomorritas lhe contassem. Como ficou constado nos registros, desde então sempre que perguntavam aos gomorritas quem era o salvador de sua cidade eles respondiam: "É Roi-Baal!"



Com o passar das estações, diziam: "É Rói!"
E com o passar de algumas gerações a palavra ganhou sua forma original: "Herói

Pois é, o homem sempre precisou de heróis para contar uma histórias com finais felizes, e o mais interessante é que este anseio é propagado pela escola e sociedade de uma maneira contínua e cada vez mais eficaz
.
Nos livros de história , não vemos pessoas legais que deram sua contribuição, mais quase sempre a figura mítica do herói,quando dou minhas aulas procuro saber o possível para retificar algumas informações.Não é que o papai noel não seja bom....mais não dá para passar a vida vendo renas voando ....
Neste post e em alguns mais vou esclarecer alguns pontos de nossos heróis humanos...
Sem deixar de admirá los pelos seus feitos, porém acrescentar  um pouco mais de humanidade nas suas histórias.

Herói  1 :
Zumbi


Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora em muitas cidades do país o Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, raras nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo.




Essa informação parece ofender algumas pessoas hoje em dia, a ponto de preferirem omiti-la ou censurá-Ia, mas na verdade trata-se de um dado óbvio. É claro que Zumbi tinha escravos. Sabe-se muito pouco sobre ele – cogita-se até que o nome mais correto seja Zambi – mas é certo que viveu no século 17. E quem viveu próximo do poder no século 17 tinha escravos, sobretudo quem liderava algum povo de influência africana.


Porque será?




O hábito da escravidão também existia em África

Desde a Antiguidade, os humanos guerrearam, conquistaram escravos e muitas vezes venderam os que sobravam. Até o século 19, em Angola e no Congo, de onde veio a maior parte dos africanos que povoaram Palmares, os sobás se valiam de escravos na corte e invadiam povoados vizinhos para capturar gente. O sistema escravocrata só começou a ruir quando o Iluminismo ganhou força na Europa e nos Estados Unidos. Com base na ideia de que todos as pessoas merecem direitos iguais, surgiu a Declaração dos Direitos da Virgínia, de 1776, e os primeiros protestos populares contra a escravidão, na Inglaterra. Os abolicionistas apareceram um século depois de Zumbi e a sete mil quilômetros da região onde o Quilombo dos Palmares foi construído.


 

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